Projeção da Fiocruz aponta cerca de 866 mil casos prováveis no Brasil, número próximo ao dos últimos anos. Modelos que consideram o clima sugerem risco maior no Sul, mas ainda divergem sobre impacto do fenômeno.

O Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, tem uma grande capacidade de adaptação. — Foto: CDC
O super El Niño previsto para o verão pode aumentar o risco de dengue em algumas regiões do Brasil em 2027, mas ainda há muita incerteza sobre o tamanho desse efeito, segundo novas projeções apresentadas nesta última sexta-feira (6) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
A estimativa principal aponta para cerca de 866 mil casos prováveis de dengue no país na próxima temporada, em um cenário considerado semelhante ao de 2025 e 2026.
Esse número, porém, não leva em conta diretamente os possíveis efeitos do El Niño.
Os pesquisadores testaram separadamente modelos que incluem variáveis climáticas. E os resultados não chegaram a uma mesma conclusão: alguns projetam mais casos em determinadas regiões, enquanto outros indicam um impacto menor.
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